Este guia traz informações sobre a capacidade instalada e os serviços prestados por empresas que fornecem ferramental para moldagem de termoplásticos pelos processos de injeção, sopro, extrusão, rotomoldagem e termoformação, além de compressão e transferência, empregadas na fabricação de itens em materiais termofixos.
A sondagem complementar feita junto às empresas que participaram deste guia apontou que 76% delas são companhias de pequeno porte, com até 50 funcionários, en quanto 13,7% possuem de 101 a 500, 6,8% têm de 51 a 100 e apenas 3,5% contam com mais de 500 colaboradores.
Juntas, elas apresentam um parque fabril em que 38,3% das máquinas têm de cinco a nove anos de uso; 34,5% possuem de dez a 19 anos; 19,3% possuem até quatro anos; e uma pequena parcela, de 7,9%, está operando há mais de 20 anos.
Este parque permite que uma média de 57% dos moldes sejam fornecidos já equipados com sistemas de câmara quente. Para a confecção dos canais de resfriamento, o processo predominante é a usinagem, apontada por 92% das pesquisadas, ao passo que 8% já apostam na impressão 3D de metais como ferramenta para a execução dessa tarefa. Por sinal, 30% das ferramentarias informaram possuir impressoras 3D, porém utilizando-as predominantemente na construção de protótipos e moldagem de pequenas séries de produtos.
Para desenvolver seus moldes e matrizes, 41% das ferramentarias participantes empregam projetistas, enquanto as restantes 59% contratam o projeto de terceiros.
Quanto aos setores da transformação de plásticos que apresentaram maior demanda por moldes nos últimos 12 meses, as pesquisadas apontaram o segmento de injeção – com 74% das encomendas –, seguido por sopro (19,3%), termoformação (3,2%) e moldagem de reforçados (3,2%). Extrusão e a rotomoldagem não foram mencionadas na pesquisa deste ano.
Quando classificados por ramo da atividade econômica a que estão ligadas, os clientes predominantes na carteira das ferramentarias são do ramo automobilístico, seguido por embalagens, “outros” (categoria que inclui linha branca, brinquedos e área médica), eletroeletrônico e construção civil.
O reparo de moldes é também uma atividade importante, executada por 89% das pesquisadas, dentre as quais 30% já empregam para isso a soldagem a laser, além de métodos convencionais de soldagem, inserção de postiços e usinagem. Cerca de 54% das empresas pesquisadas informaram investir em pesquisa e desenvolvimento, sendo que 94% delas o faz por conta própria, contra apenas 6% que buscam parceria com instituições de pesquisa.